segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Georgian-Russian conflict

The conflict regions and territories are really the biggest problem for every country but especially for the small country such as Georgia. Paradoxically our southern and western parts claim independent but they want to be a part of Russia.

Russian politicians say that they guard Ossetian peaceful population but reality is different, they have provoked the situation to start bombing Georgian territories that are too far from the conflict region, they're bombing places near Tbilisi and many other parts of the country. It is totally unfair and absurd war and the whole world can see it but there is no sharp and efficient request to stop fire.

Maybe because it's Russia, one of the biggest and strongest country but I think Europe and US should know that it's not only our problem, it's their problem too because Russia has huge imperial goals and wants as more territory and influence as it can get. They want to change the world order and lessen western hegemony.

The facts are the following:

Georgia is now a victim of a brutal aggression initiated by Russia in the Caucasus. After Georgian troops defeated the criminal regime of South Ossetia, Russian troops blatantly violated Georgian sovereignty and invaded the country. Georgian army has been fighting one of the best armies in the world for days now. As of now, Russian tanks are advancing to Tskhinvali and Russian Jets are bombing Georgian cities.

The criminal regime that the Russians set up in South Ossetia has accused Georgia of genocide against the Ossetian people. This is a terrible lie and another Kremlin-sponosred provocation. Georgia has always been a multi-national country that has been home to Georgians, Jews, Ossetians, Armenians, and Abkhazians among others. All these nations have lived in Georgia peacefully for many centuries.

Georgia is not waging a war against Ossetians, Georgians have lived side by side with Ossetians for centuries. Georgia is defending itself from the Russian nationalists who sit in Kremlin and what to annex Georgian land to rebuild an empire that is long gone.

The Russian media claims that Georgia started this conflict. This is another blatant lie. Why would a nation of 4 million people ever even think of attacking a 150-million people world superpower?! This is similar to the situation in 1939 when Nazi Germany claimed that it was Poland who actually started the War.

Unfortunately as we see NATO is not prepared to intervene in this conflict. Russia's oil and gas reserves have made Russia a dangerous superpower again and it is not going to stop and will continue to bully her enemies as her military power will strengthen by the day.

We Georgian people hope this conflict will end up with peace and negotiation and enough attention will stop the Russian unfair war against Georgia.

(Kate Katsitadze)

Agora escrevo eu

Os blogs , como todos o meios de comunicação, têm de se renovar constantemente de forma a não cair no conformismo procurando novos métodos de interactividade com os leitores, indo muito além de simples comentários e respostas a questionários.

Desta forma, também este blog pretende alcançar novos métodos de interactividade com todos os seus elementos (pois o blog é de quem o lê), lançando novos temas e debates, pretendo reunir aqui também textos dos comentadores que, regularmente, aqui debatam as suas ideias.

Para começar, e como este blog sempre se prezou por discutir a actualidade, nada melhor que os recentes (já prolongados, mas que ultimamente tomaram proporções bélicas) conflitos entre a Rússia e a Geórgia, relatado por quem nasceu e vive no local, a minha amiga Kate Katsitadze, que muito me tem ensinado sobre a cultura de um país diferente do nosso, com outras tradições, com outros costumes, com uma diferente história, mas também um país com ambições, com as suas esperanças, com o seu orgulho!

sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Não tens pais ricos, vai ao BES

Terminou da melhor forma o assalto à mão armada a uma dependência do BES em Lisboa.

Dois assaltantes brasileiros armados, ameaçando executar dois reféns sobre sequestro, permaneceram durante horas no interior da dependência, resistindo inamovíveis às negociações impostas pela polícia, não deixando outra alternativa aos snipers do Grupo de Operações Especiais em executar na perfeição o seu trabalho para o qual treinam diariamente.

A opinião pública foi, em geral, positiva perante a actuação dos especialistas do GOE, como que um deleite perante um “Big Brother” da morte em directo.


Uma postura social perante a utilização do uso da força pelos elementos policiais contrária à habitual contestação pública aquando a aplicação do uso proporcional da força em situações de gravidade extrema, como em idênticos assaltos à mão armada ou para a imobilização de criminosos em fuga. O histerismo colectivo popular exalta-se então quando no resultado desse embate (muitas vezes desproporcional, pois as forças policiais em Portugal estão munidas de armamento desactualizado, antiquado, e muito menos avançado tecnologicamente que muito do armamento dos “profissionais” do crime e, por vezes, sem qualquer tipo de treino prévio em disparo em armas de fogo) envolve feridos entre os suspeitos armados, lembrando sempre os “direitos dos criminosos” e esquecendo os direitos dos inocentes à sua integridade física (que deve prevalecer sobre qualquer direito dos criminosos).

quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

"Quer-me parecer que o parecer parece mas não é"

"Não pretendo gabar-me, mas a verdade é que percebi tudo sobre o futebol Português no dia 21 de Setembro de 1994. Disputavam-se os últimos cinco minutos da segunda mão da final da Supertaça, no Estádio das Antas. Quem marcasse, ganhava. E o Benfica marcou. Custou um bocadinho, mas marcou. Lembro-me como se fosse hoje: Carlos Secretário, um especialista em fazer assistências para os adversários, isola de forma brilhante César Brito. César Brito remata para excelente defesa com as mãos de Baía, que se encontra dois metros fora da grande área. O árbitro, sr. Donato Ramos, observa rigorosamente a lei que se aplica em jogos no Estádio das Antas e manda seguir. Por sorte, a bola sobre para um jogador do Benfica chamado Amaral. Amaral chuta e José Carlos, defesa central do FC Porto, introduz a bola na própria baliza. Golo. Nisto, o árbitro auxiliar, que naquela altura ainda se chamava bandeirinha, levanta a dita. No momento em que o jogador do FC Porto marca o autogolo, há um jogador do Benfica, a uns 15 ou 20 metros de distância, que está em fora de jogo posicional. Inteligentemente, Baía tinha saído da grande área para defender com as mãos o remate de César Brito, deixando depois este último em posição irregular. Golo anulado. Quem não acreditar ou estiver esquecido, pode refrescar a memória aqui.

Como é evidente, fiquei esclarecido. Quando rebentou o escândalo dos quinhentinhos do Guímaro, nem um minuto de atenção dediquei ao assunto. Quando Carlos José Amorim Calheiros (conhecido no mundo do futebol como Carlos Calheiros e no mundo das agências de viagens como José Amorim) foi de férias para o Brasil com a viagem paga pelo FC Porto, tudo comprovado por facturas, encolhi os ombros. O clube da organização e do rigor tinha pago, por engano, uma viagem a um árbitro. E daí? Quem nunca pagou uma viagem a um árbitro por lapso que atire a primeira pedra. Acontece-me pelo menos uma vez por mês. Quando li as escutas sobre a "fruta para dormir" e os "rebuçadinhos para a noite", nem pensei duas vezes. E quando Pinto da Costa confessou que recebeu um árbitro em casa na véspera de um jogo, limitei-me a bocejar.

É por isso que tenho grande dificuldade em compreender os receios dos adeptos do FC Porto. Quando se soube que o parecer de Freitas do Amaral considerava válidas as deliberações do CJ, Guilherme Aguiar declarou à comunicação social que, embora ainda não tivesse lido o parecer, mesmo assim já o achava fantasioso. Aqui está uma proeza difícil, mesmo para um jurista experimentado. O FC Porto emitiu um comunicado informando que, afinal, o prof. Freitas do Amaral não era o exemplo de credibilidade e competência que, duas semanas antes, eles tinham garantido que era. Para quê darem-se a este ridículo? Amigos, se não aconteceu nada depois do golo do Amaral, do José Pratas a bater o recorde dos 100 metros à frente do Fernando Couto em Coimbra, do Calheiros, da fruta para dormir e do serviço de árbitros ao domicílio, não é um parecer de Direito Administrativo que vos vai tramar. Nada temam. E depois podem dizer: "Sim senhor, gostei muito de ler o parecer, a história é empolgante, e tal, mas agora vou arquivá-lo aqui no caixote do lixo, ao lado desta factura em nome de José Amorim". Mais cedo ou mais tarde, é lá que ele vai parar."



Ricardo Araújo Pereira, A Bola, 3 de Agosto de 2008

terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Agora que o caso Maddie foi arquivado e o segredo de justiça levantado, muitos serão os argumentos tornados públicos que sustentarão as várias teorias levantadas pelos “juízes de café” espalhados por todo o país. Dos muitos Gigabytes de informação divulgados em DVD aos arguidos, testemunhas, advogados e jornalistas, por se tratar de um caso de interesse público.

Incompreensível foi o silêncio de Kate McCann após a sua constituição como arguida, evitando a responder a quase 50 perguntas realizadas pela Polícia Judiciária. Esta atitude é algo incompatível com alguém que tenta desesperadamente encontrar a sua filha presumivelmente raptada… Mas por vezes o silêncio quer dizer mais que mil palavras! Tirem as vossas conclusões!

AS 48 PERGUNTAS DA JUDICIÁRIA ÀS QUAIS KATE NÃO RESPONDEU

1- No dia 3 de Maio de 2007, pelas 22h00, quando entrou no apartamento, o que viu, o que fez, onde procurou, o que manuseou?

2- Procurou dentro do armário do quarto do casal? (disse que não respondia)

3- (Exibidas duas fotografias do armário do seu quarto) Pode descrever o seu conteúdo?

4- Por que razão o cortinado por detrás do sofá defronte da janela lateral (cuja fotografia lhe foi exibida) está mexido? Alguém passou por detrás desse sofá?

5- Quanto tempo demorou a busca que fez no apartamento a seguir à detecção do desaparecimento da sua filha Madeleine?

6- Por que disse desde logo que Madeleine fora raptada?

7- Partindo da premissa de que a Maddie havia sido raptada, por que deixou os gémeos sozinhos em casa para ir ao Tapas para dar o alarme? Até porque o suposto raptor podia ainda estar no apartamento.

8- Por que não perguntou aos gémeos, naquele momento, o que havia acontecido à irmã ou por que não lhes perguntou mais tarde?

9- Quando deu o alarme no Tapas o que disse concretamente e quais as palavras?

10- O que aconteceu depois de dar o alarme no Tapas?

11- Por que foi avisar os seus amigos em vez de gritar da varanda?

12- Quem contactou as autoridades?

13- Quem participou nas buscas?

14- Alguém fora do grupo, nos minutos seguintes, ficou a saber do desaparecimento de Maddie?

15- Alguma vizinha lhe ofereceu ajuda após o desaparecimento?

16- O que significa a expressão "we let her down"?

17- A Jane referiu-lhe ter visto um homem com uma criança naquela noite?

18- Como foram contactadas as autoridades e que força policial foi avisada?

19- Durante as buscas, e já com a presença policial, em que locais foi procurada Maddie, como e de que forma?

20- Por que é que os gémeos não acordaram durante essa busca ou quando foram para o piso superior?

21- Para quem telefonou após os factos?

22- Ligou para a SKY News?

23- Sabia do perigo de ligar para a Comunicação Social, porque isso podia influenciar o raptor?

24- Pediram a presença de um padre?

25- Qual o modo de divulgação do rosto de Madeleine, se fotografia, se outros?

26- É verdade que durante a busca ficou sentada na cama de Maddie sem se mexer?

27- Qual o seu comportamento naquela noite?

28- Conseguiu dormir?

29- Antes da viagem a Portugal fez algum comentário sobre um mau pressentimento ou um presságio?

30- Qual o comportamento de Madeleine?

31- Maddie sofria de alguma doença ou tomava medicação?

32- Qual o relacionamento de Madeleine com os irmãos?

33- Qual o relacionamento de Maddie com os irmãos, amigos e os colegas de escola?

34- Quanto à sua vida profissional, em quantos e em quais hospitais trabalhou?

35- Qual a sua especialidade médica?

36- Trabalhava por turnos, em urgências ou noutros serviços?

37- Trabalhava diariamente?

38- Em determinada altura deixou de trabalhar? Porquê?

39- Os filhos gémeos têm dificuldade de adormecer, são irrequietos e isso provoca-lhe intranquilidade?

40- É verdade que em certas alturas se sentia desesperada pela atitude dos filhos e que isso a deixava muito intranquila?

41- É verdade que em Inglaterra chegou a pensar entregar a guarda de Madeleine a um familiar?

42- Em Inglaterra, dava medicação aos filhos? Que tipo de medicação?

43- No auto foram-lhe exibidos filmes de inspecção cinotécnica, com carácter forense, onde se pode observar a marcação por parte destes relativamente a indicações de odor a cadáver humano e vestígios hemáticos também humanos e somente de carácter humano, bem como todos os comentários do perito responsável. Terminada a visualização, e após sinalização de odor de cadáver no seu quarto junto ao armário e por detrás do sofá encostado à janela da sala de estar, disse que não podia explicar nada mais do que já referira?

44- Também assinalado, pelo cão de detecção, sangue humano por detrás do sofá , disse que não podia explicar nada mais do que já referira

45- Assinalado o odor de cadáver proveniente da viatura que alugaram um mês depois do desaparecimento disse que não pode explicar nada mais do que já referiu?

46- Assinalado o sangue humano na mala do veículo disse que não pode explicar nada mais do que já referira?

47- Confrontada com o resultado da recolha de ADN de Maddie, cuja análise foi efectuada por um laboratório britânico, por detrás do sofá e da bagageira do veículo, disse que não pode explicar nada mais do que já referira?

48- Teve alguma responsabilidade ou intervenção no desaparecimento da filha?

Pergunta a que respondeu: Tem consciência de que o facto de não responder às perguntas põe em causa a investigação, a qual procura saber o que se passou com a sua filha? Disse que sim, se a investigação assim o pensa.

domingo, 3 de Agosto de 2008

O futuro da imprensa tradicional

Nos últimos tempos temos assistido a tumultuosas alterações no panorama da imprensa tradicional em Portugal: o desaparecimento de alguns dos jornais míticos e, em contrapartida, o aparecimento de novos jornais, de distribuição gratuita. Estes casos demonstram que, os métodos tradicionais do jornalismo não mantêm o vigor de outrora, levando-os lentamente ao seu eclipse nas bancas, enquanto outros jornais, embora com diferentes características, vingam diariamente na mão dos portugueses que anteriormente não possuíam hábitos regulares de leitura.

Mas qual o motivo para que, perante o descerrar dos reduzidos hábitos de leitura dos portugueses, existam outros que, míticos e com leitores fieis, anunciem o seu encerramento (embora temporário, todos temem o seu ultimo suspiro). Serão os jornais como o Metro, Destak, Global, Sexta ou Oje os responsáveis pelo desaparecimento d’O Comércio do Porto, O Independente e, agora, O Primeiro de Janeiro? Terá razão Nassalete Miranda quando escreve no editorial da última edição: “São legítimas as diversas leituras sobre este intervalo, já o mesmo não se aplica à especulação gratuita, que nestes casos, só existe para ferir gravemente os projectos.”

Como forma de se adaptar aos novos tempos, os jornais orientaram (também) os seus esforços para a internet, disponibilizando parte dos seus conteúdos, incentivando a interacção com os leitores (quer através de comentários às notícias quer a ligações com blogues), como forma de fidelizar clientes, apostando na publicidade on-line e assinaturas digitais como forma de colmatar o deficit financeiro imposto pela redução de vendas no formato tradicional.

A política da fidelização por oferta de brindes (desde livros a DVDs, passando pelos mais variados jogos até malas de ferramentas para os senhores e trens de cozinha para as senhoras) nem sempre são eficazes, pois aquando o termo da colecção os leitores frequentemente abandonam (ou reduzem significativamente) a compra regular do respectivo jornal, tanto mais que por vezes torna-se inviável a manutenção de tais ofertas por prolongados períodos. Os preços dos jornais, por vezes, tornam-se proibitivos a uma aquisição regular, principalmente quando os seus conteúdos visam quase exclusivamente as notícias do quotidiano (já visualizadas e debatidas nos noticiários do dia anterior). Esse espaço veio ser ocupado pelos jornais de distribuição gratuita, que sobrevivem da publicidade, com notícias simples, objectivas de rápida leitura. O local dos jornais “tradicionais” desloca-se essencialmente para notícias de investigação de fundo, com artigos mais elaborados, com um desenvolvimento sustentando das notícias e também por artigos de opinião de assuntos cativantes redigidos por personalidades de destaque na matéria em questão. Só assim estarão os leitores dispostos a despender uma maquia em detrimento de um outro jornal gratuito.

sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Como surpreender o nosso chefe

Compreendendo a frustração daqueles que, todos os dias de manhã se deslocam para o trabalho, com o sol raiando no céu, cruzando-se pelo caminho com aqueles que, de toalha aos ombros, se encaminham para as praias deste país, forrando-a de toalhas e impedindo de apreciar a beleza do dourado da areia fina, resolvi dar o meu contributo e apresentar uma solução que permitirá, aos trabalhadores, de desfrutar em pleno deste Verão radiante(?)!

Conduzir não é para meninos

quinta-feira, 31 de Julho de 2008

O Sagrado e o Profano


A Igreja, hoje, com a desorientação do crescente abandono de fieis devotos e com a redução avassaladora dos seguidores dos rituais religiosos, está a passar (mais) uma das crises que, de tempos a tempos, abalam todas as instituições. De todas as suas crises, a Igreja Católica conseguiu ultrapassar as dificuldades impostas, servindo-se da sua posição de domínio e/ou imiscuindo-se com o poder, mantendo assim a sua posição soberana. Hoje a posição dada à Igreja está muito afastada dos seus tempos áureos, a mensagem de um inferno em chamas apenas é compreendido como uma metáfora, e a capacidade de exclusão social da Igreja é nula, não podendo impor assim o regime do medo, método que manteve a Igreja Católica como religião de eleição por vastos países.

Ao criticar as festas organizadas pelos seus fieis, mas sem sentido religioso, a Igreja olvida-se da mais sagrada instituição: a família! Algo que vai muito mais além dos parentes próximos, mas sim de toda a comunidade, do convívio e da sua felicidade. Estes preceitos são, em tudo, muito superiores em importância quando comparados com todas as missas e celebrações unidireccionais com o Santíssimo. Pois só uma calma e boa paz interior é capaz de preparar uma alma forte em espírito para entrar no reino dos céus!

terça-feira, 29 de Julho de 2008

A cara do genocídio

O criminoso de guerra, líder dos sérvios na Bósnia, Radovan Karadzic, foi preso após 13 anos em fuga. Radovan Karadzin viva com uma identidade falsa (furtada ao cidadão Dragan Dabic) num bairro moderno, onde praticava medicina alternativa numa clínica privada, escrevendo artigos de opinião em jornais sérvios e dando conferências sobre a “sua” actividade profissional.

Karadzic, procurado por crimes de guerra e acusado pelo tribunal de Haia pela morte de 8000 muçulmanos, circulava regularmente em transportes públicos na sua cidade, no seu disfarce que o tornava irreconhecível.

A sua prisão foi também um alívio para Cvjetan Gavric, conhecido na Bósnia Herzegovina como o “duplo” do ex-líder político servo-bósnio. Com 62 anos (menos um que Karadzic), já foi detido por inúmeras vezes por soldados das forças multinacionais da Bósnia Herzegovina devido às suas parecenças físicas.

Com esta detenção foi restituída a identidade a Dragan Dabic e a paz ao seu sósia Cvjetan Gavric. Em Haia, recordará o fantasma de Milosevic, que morreu aguardando julgamento por genocídio!

segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Avaliação da acuidade visual

A tradição já não é o que era!

Briga de meninos

Depois de uma lição de bom comportamento dada pelo rei espanhol Juan Carlos, que (quase) desencadeou uma crise diplomática com a Venezuela e o seu presidente Hugo Chávez, os dois meninos acabaram por fazer as pazes e (quase) que iam até à praia dar um mergulho no mar e fazer construções na areia! (dizem as más línguas que a realeza espanhola apenas não aceitou o convite pois deixou no palácio a “pá e o baldinho”!).

Para gáudio do presidente venezuelano, ficou a t-shirt oferecida por Juan Carlos, para que nunca se esqueça de como deve permanecer nas cimeiras ibero-americanas: calado!

sábado, 26 de Julho de 2008

Limpeza étnica

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

Mário Crespo (Jornal de Notícias)

Morar numa Quinta nem sempre é chic

Dos acontecimentos que mais preencheram os noticiários nos últimos dias foram, sem sombra de dúvidas, os passados na Quinta da Fonte, em Loures. A passividade como cidadãos saem de casa armados e resolvem as suas discussões, com a maior simplicidade, aos tiros a uma etnia rival e, com a mesma naturalidade, se dizem vítimas de racismo e discriminação. É incrível que num país (dito) civilizado, existam gangs que se sintam na legitimidade de fazer justiça pelas próprias mãos, recorrendo a armas de fogo e, perante as autoridades, permaneçam incólumes.
Como forma de reivindicações, acamparam em frente à Câmara Municipal de Loures, exigindo uma nova casa, num local livre de pretos e outras “raças”, para poderem assumir o monopólio do seu gueto, com aspirações a serem reis e senhores do seu bairro, e assumindo-se assim como justiceiros da lei tribal pela qual se costumam reger. Exigem-no como se de um direito se tratasse, depois da Quinta da Fonte, mantidas a rendas (em falta) de quatro e cinco euros por habitações T2 e T3 (entres outras modularidades mais espaçosas), e a viver de rendimentos e subsídios que, devido à constituição do agregado familiar, facilmente ultrapassam o salário mínimo, a juntar a uns biscates realizados em feiras livres de impostos. Rendimentos mensais que fazem inveja a muitas famílias portuguesas sobre-endividadas que, diariamente, lutam com grandes esforços para suportarem os aumentos de várias dezenas de euros no, já avultado, empréstimo do crédito habitação, sobe pena de verem o banco apoderar-se de algo que tanto lhes custou a pagar, e cada vez mais sufocados com impostos que...

...vão para a contrução de novos bairros sociais!

Após um mês de pausa...

Este blog está pronto para continuar o desafio que se prontificou à partida! Esta prolongada pausa ficou-se a dever, não a férias, ausência de notícias ou temas para comentar, nem tampouco à falta de leitores e comentadores, pois o blog encontrava-se no seu auge da participação blogosférica! Mas a nossa dependência das novas tecnologias tem destas coisas e, quando o computador nos falha, parece que nos desligamos do mundo, vendo-o com se de sépia desfocado se tratasse, bem à moda antiga…

Mas está (novamente) pronto para os “links da ribalta”, pronto para voltar às velhas discussões!

Espero por todos!